Durante os últimos anos, uma das perguntas que mais ouvi de empresários, profissionais de marketing e até mesmo de outros especialistas em SEO foi sempre a mesma:

“Como você escolhe as palavras-chave certas?”

Pode parecer uma pergunta simples.

Mas a verdade é que a resposta mudou completamente nos últimos anos.

Quando comecei a trabalhar com SEO, a maioria das pessoas acreditava que pesquisa de palavras-chave significava abrir uma ferramenta, ordenar os termos pelo maior volume de buscas e produzir conteúdo para eles.

Naquela época isso até funcionava.

Hoje não funciona mais.

Na verdade, vejo diariamente empresas desperdiçando milhares de reais produzindo conteúdos que nunca irão gerar negócios simplesmente porque escolheram palavras baseadas apenas em volume de pesquisa.

Enquanto isso, alguns dos meus melhores resultados vieram justamente de palavras que praticamente ninguém estava procurando… pelo menos segundo as ferramentas tradicionais.

Esse é exatamente o ponto que quero mostrar neste artigo.

Vou compartilhar o mesmo processo que utilizo diariamente na Visibloom SEO para encontrar oportunidades reais de crescimento para meus clientes.

Não é um processo baseado em teoria.

É o método que utilizo em projetos reais.

É o método que utilizo para construir estratégias de SEO, Google Discover, Link Building, GEO (Generative Engine Optimization) e otimização para mecanismos de Inteligência Artificial.

Mais importante ainda: é um processo que evoluiu muito depois do surgimento das AI Overviews, do Google AI Mode, do ChatGPT, do Gemini, do Claude e do Perplexity, que passaram a interpretar intenção de busca, entidades e contexto muito além das palavras digitadas pelo usuário.

Se você espera encontrar uma lista pronta de ferramentas milagrosas, provavelmente ficará decepcionado.

Ferramentas ajudam.

Mas elas nunca substituem estratégia.

A pesquisa de palavras-chave mudou

pesquisa de palavras-chave

Uma das maiores mudanças que aconteceram nos últimos anos foi perceber que as palavras deixaram de ser o centro do SEO.

Hoje eu costumo dizer que trabalho muito mais com problemas, intenções e contextos do que propriamente com palavras-chave.

Imagine duas pessoas pesquisando:

As ferramentas podem mostrar termos completamente diferentes.

Mas, para mim, ambas procuram exatamente a mesma solução.

É por isso que hoje a pesquisa de palavras-chave precisa considerar:

Ferramentas baseadas em LLM, como ChatGPT e Perplexity, frequentemente expandem uma única pergunta em diversas subconsultas antes de construir uma resposta. Isso reforça a importância de criar conteúdos que cubram o tema de forma ampla, e não apenas uma palavra-chave isolada.

Essa mudança alterou completamente a forma como faço pesquisa de palavras-chave.

Minha filosofia antes mesmo de abrir qualquer ferramenta

Talvez esta seja a parte mais importante de todo o meu processo.

E curiosamente é a etapa que praticamente ninguém ensina.

Antes de abrir Semrush.

De abrir Ahrefs.

Antes de consultar Search Console.

Antes de usar ChatGPT.

Eu tento entender profundamente o negócio.

Sempre começo respondendo perguntas como:

Enquanto muitos profissionais começam olhando métricas, eu começo tentando entender pessoas.

Porque palavras-chave não compram.

Pessoas compram.

E pessoas pesquisam problemas, não apenas produtos.

O primeiro passo: conhecer profundamente o cliente

Sempre que inicio um projeto novo, faço uma verdadeira imersão.

Quero entender como se estivesse trabalhando dentro da empresa.

Algumas perguntas que faço:

Sobre o negócio

Sobre os clientes

Objeções

Pergunto:

“O que impede alguém de comprar?”

Essa resposta quase sempre gera excelentes oportunidades de conteúdo.

Se muitos clientes perguntam:

“Vale a pena investir em SEO?”

Eu já tenho um artigo.

Se perguntam:

“Quanto tempo demora?”

Tenho outro.

Se perguntam:

Backlinks ainda funcionam?”

Tenho outro.

Muitas das minhas melhores pautas nunca vieram de ferramentas de SEO.

Vieram de conversas reais com clientes.

Definindo objetivos antes das palavras-chave

Outro erro muito comum é pesquisar palavras sem saber exatamente o objetivo do projeto.

Eu nunca faço isso.

Primeiro defino o que espero alcançar.

Os objetivos podem ser completamente diferentes.

Por exemplo:

Projeto focado em geração de leads

Minha prioridade será encontrar palavras com intenção comercial, comparativa e transacional.

Exemplos:

Projeto focado em autoridade

Nesse cenário procuro conteúdos capazes de gerar backlinks naturais.

Exemplos:

Projeto focado em Google Discover

Aqui praticamente esqueço o volume tradicional.

Busco:

Projeto focado em GEO

Neste caso começo pensando nas perguntas que um usuário faria diretamente para uma IA.

Em vez de apenas otimizar para “pesquisa de palavras-chave”, estruturo o conteúdo para responder questões completas, facilitar citações e demonstrar experiência prática, seguindo princípios modernos de E-E-A-T e GEO.

Criando as Seed Keywords

Depois de entender completamente o negócio e definir quais resultados quero alcançar, só então começo a trabalhar com palavras-chave.

Perceba que, até aqui, eu ainda não abri nenhuma ferramenta.

Isso acontece porque as melhores palavras raramente aparecem primeiro no Semrush ou no Ahrefs.

Na maioria das vezes elas aparecem primeiro na minha cabeça.

Ou melhor…

Na cabeça do cliente.

É exatamente aqui que nasce o conceito das Seed Keywords.

O que são Seed Keywords?

São as palavras-base que representam o assunto principal do projeto.

Pense nelas como a raiz de uma árvore.

Todas as outras palavras surgirão a partir delas.

Por exemplo, em um projeto da minha própria consultoria SEO, algumas seed keywords seriam:

A partir de apenas uma delas consigo descobrir centenas de oportunidades.

Mas existe um detalhe importante.

Eu nunca tento começar com dezenas de seed keywords.

Prefiro trabalhar inicialmente com poucas.

Normalmente entre cinco e quinze.

Isso evita que o projeto perca foco logo no início.

Como descubro boas Seed Keywords

Uma técnica que utilizo há muitos anos é extremamente simples.

Abro um documento em branco e começo respondendo apenas uma pergunta.

“Se eu fosse meu cliente, o que pesquisaria no Google?”

Pode parecer simples.

Mas essa pergunta muda completamente a qualidade da pesquisa.

Depois faço outra.

“Se eu nunca tivesse ouvido falar da empresa, como encontraria esse serviço?”

É impressionante como isso revela palavras que ferramentas normalmente ignoram.

Também gosto de conversar com vendedores.

Comercial sempre sabe quais perguntas aparecem antes da venda.

Essas perguntas quase sempre viram excelentes conteúdos.

Expandindo a pesquisa

Agora sim começo a utilizar ferramentas.

Mas não para descobrir palavras.

Uso para validar hipóteses.

Essa diferença parece pequena.

Mas muda completamente a estratégia.

Meu fluxo normalmente é este.

Google Suggest

Ainda considero o Google Suggest uma das fontes mais valiosas de pesquisa.

Basta começar digitando:

pesquisa de palavras…

O próprio Google completa.

Essas sugestões representam pesquisas reais feitas diariamente pelos usuários.

Para mim, isso vale muito mais do que qualquer lista automática gerada por uma ferramenta.

Pesquisas relacionadas

Depois analiso as pesquisas relacionadas exibidas no final da SERP.

Ali normalmente encontro:

É uma excelente maneira de entender como o próprio Google organiza aquele assunto.

People Also Ask

Outra etapa obrigatória.

As caixas “As pessoas também perguntam” mostram exatamente quais dúvidas estão conectadas ao tema principal.

Hoje utilizo essas perguntas para construir:

Além disso, elas ajudam a estruturar conteúdos que têm maior potencial de aparecer em AI Overviews e mecanismos generativos, já que respondem diretamente às dúvidas dos usuários.

O Search Console é meu maior aliado

Se existe uma ferramenta que considero indispensável, ela é o Google Search Console.

Enquanto muitas pessoas utilizam apenas Semrush ou Ahrefs, eu costumo passar horas analisando dados reais do Search Console.

Porque ele mostra algo que nenhuma outra ferramenta consegue mostrar.

As consultas reais pelas quais o Google já associa meu site.

Ali encontro oportunidades como:

É muito comum conseguir excelentes ganhos apenas fortalecendo conteúdos que já possuem alguma relevância.

Na prática, isso costuma trazer retorno muito mais rápido do que criar um artigo completamente novo.

Semrush e Ahrefs entram depois

Muita gente acredita que a pesquisa começa nessas plataformas.

Comigo acontece exatamente o contrário.

Quando finalmente abro essas ferramentas, normalmente já sei o que estou procurando.

Utilizo principalmente para:

Nunca deixo que uma ferramenta escolha minha estratégia.

Ela apenas confirma aquilo que já comecei a construir.

A etapa que quase ninguém faz: estudar quem já está vencendo

Depois de montar uma boa lista inicial, começo uma das etapas que considero mais importantes.

Analisar profundamente os concorrentes.

Mas não estou falando apenas dos concorrentes comerciais.

Estou falando dos concorrentes do Google.

Porque nem sempre quem compete com você no mercado compete com você na SERP.

Às vezes descubro que estou disputando espaço com:

Cada tipo de concorrente exige uma estratégia diferente.

Nessa análise observo:

Não quero copiar.

Quero descobrir o que ainda não foi respondido.

Esse conceito de information gain — adicionar informações novas e úteis em vez de repetir o que todos já publicaram — tornou-se um diferencial importante para SEO moderno e para conteúdos que buscam autoridade temática.

Eu não procuro palavras. Eu procuro oportunidades.

Para facilitar a visualização do processo, preparei um resumo em formato de infográfico. Salve esta imagem como referência sempre que iniciar um novo projeto de SEO.

Essa talvez seja a maior mudança que aconteceu na minha forma de trabalhar.

No início da carreira eu procurava palavras-chave.

Hoje procuro oportunidades de resolver problemas melhor do que qualquer concorrente.

Essa diferença muda completamente o resultado final.

Porque quando você entende profundamente o problema do usuário, as palavras-chave deixam de ser o objetivo.

Elas passam a ser apenas a consequência de uma estratégia bem construída.

E é justamente a partir daqui que começo a organizar centenas de termos em um sistema lógico de clusters, priorização por intenção de busca e construção de autoridade temática — a etapa que considero o verdadeiro divisor entre um site que apenas publica conteúdos e um site que domina um assunto inteiro.

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